Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2017.

Nos últimos meses, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) tem impulsionado a agenda de finanças sustentáveis no país, em especial da precificação de carbono. Consideramos que a instituição desse mecanismo é crucial para que o Brasil possa cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Com a adoção da precificação, nosso país estará mais perto de ocupar a liderança, na transição para uma economia de baixo carbono.O Conselho articulou, junto à Iniciativa Empresarial em Clima (IEC) e com apoio da Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC), iniciativa global do Banco Mundial, a carta aberta Setor Privado Apoia Precificação de Carbono no Brasil, assinada até agora por cerca de 25 líderes de empresas e instituições atuantes no país, mas com potencial para muito mais adesões. Nesse documento, a alta liderança se coloca à disposição do governo para, juntos, planejarem “o estabelecimento de um mecanismo de precificação de carbono adequado às características da economia e ao perfil de emissões de gases de efeito estufa (GEE) do nosso país, incentivando investimentos, garantindo a competitividade das empresas e estimulando a inovação tecnológica de baixa emissão no Brasil”.

A carta foi aprovada pela alta liderança durante um jantar oferecido pela Schneider Electric no dia 12 de setembro, às vésperas do seminário “O papel das empresas na nova economia”, que marcou os 20 anos do CEBDS. O documento foi apresentado a Fabio Kanczuk, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e ao Presidente do Banco Central, Ilan Goldfjan, durante uma reunião em Brasília, no dia 3 de outubro. O encontro, mencionado no jornal O Globo, contou também com a participação do gerente regional para a América Latina da CPLC/Banco Mundial, Alexandre Kossoy.

Tanto o Secretário quanto o Presidente do Banco Central nos solicitaram que avancemos nessa agenda e que apresentemos em futura reunião um modelo que possa representar o primeiro passo na formalização do engajamento do Brasil no tema. Além de pressionar o governo a ouvir a voz do setor empresarial, o documento conta com o apoio da Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Patricia Espinosa, disponibilizando os meios de comunicação presentes na COP23, consolidada como principal fórum global de discussões sobre mudanças climáticas, além de importante catalisadora do processo de negociação multilateral responsável por estabelecer as bases do Acordo de Paris e sua implementação. A Conferência acontecerá de 6 a 17 de novembro em Bonn, na Alemanha, e nós estaremos presentes. A exemplo do que fizemos em anos anteriores, disponibilizaremos o hotsite COP23 para informar sobre o que estará acontecendo por lá.

Desde a COP4, ocorrida em 1998, o CEBDS vem engajando as empresas brasileiras a participarem da Conferência, levando as mensagens e pleitos do setor em nosso país para uma esfera ainda mais global. Neste ano, não será diferente. Já iniciamos o cadastramento das empresas interessadas no evento e, em breve, divulgaremos nossa programação na COP23.

Em breve, informaremos a próxima data de encontro de nosso Conselho de Líderes. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso abriu espaço em sua agenda para nos receber e provavelmente faremos com que esses dois momentos coincidam. Manteremos tod(as)os informad(as)os.

Vivemos um momento que requer ousadia e inovação para alavancar o desenvolvimento da agenda de sustentabilidade no país. Mais do que nunca, é hora de agir. Contamos com você.

Abraços,

Marina Grossi
Presidente do CEBDS